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A costa alentejana vai receber um novo investimento na área tecnológica: trata-se de um centro de armazenamento de dados informáticos que implicará um investimento de até 3500 milhões de euros e que vai criar até 1200 postos de trabalho diretos - altamente qualificados.

O projeto denomina-se Sines 4.0 e é desenvolvido pela empresa Start Campus, detida por um fundo de investimento norte-americano, e por uma empresa britânica especializada em infraestruturas.

A empresa garante que será um dos maiores campus de centros de dados da Europa.

Este investimento pretende dar resposta à crescente procura dos gigantes mundiais da tecnologia, fornecedoras de serviços de streaming, redes sociais, comércio eletrónico ou videoconferências.

O projeto pretende também ter uma pegada de carbono líquida zero.

O secretário de Estado da Internacionalização apontou ontem à Lusa o “enorme potencial de exportação de serviços” do projeto anglo-americano, que destaca como “o maior investimento estrangeiro captado pelo país desde a Autoeuropa”.

“Tem o potencial de ser o maior investimento estrangeiro captado pelo país desde a Autoeuropa”, disse Eurico Brilhante Dias em declarações à agência Lusa no âmbito da apresentação, na sexta-feira, do projeto do megacentro de dados global.

O secretário de Estado salientou que o projeto “altera uma parte importante das características do investimento” que tem sido captado para Sines, dada o seu perfil de “transição digital e energética”.

“É um projeto de transição digital pelas oportunidades que os ‘data centres’ e a economia dos dados nos vão dar neste século XXI e, ao mesmo tempo, é de transição energética, porque cada vez mais quem investe procura localizações que possam ser abastecidas a partir de energias renováveis”, afirmou.

O governante destacou ainda o “enorme potencial de exportação de serviços” do investimento, classificado desde março como Projeto de Interesse Nacional (PIN) e cujo contrato de localização em Sines foi assinado hoje com a AICEP Global Parques.

“Estamos a falar de um investimento que tem potencial – segundo informação da própria empresa – para ter aproximadamente entre 700 a 1.200 postos de trabalho e que tem, evidentemente, a possibilidade de sermos prestadores de serviços. Estamos, no essencial, a falar de um ‘data centre’ que, mais tarde, irá transacionar serviços com o exterior. Portanto é, ao mesmo tempo, um grande investimento estrangeiro com enorme potencial de exportação de serviços”, realçou.

Recordando que “o ano 2020 foi particularmente difícil para a economia mundial e, também, para a economia portuguesa, apesar do ‘stock’ de investimento direto estrangeiro ter aumentado em 2020 em Portugal”, Brilhante Dias destacou este projeto como “sem dúvida, o maior investimento estrangeiro que o país captou desde a Autoeuropa”.

O investimento da start campus – empresa detida pelos norte-americanos da Davidson Kempner Capital Management LP (Davidson Kempner) e pelos britânicos da Pioneer Point Partners – é apresentado na sexta-feira numa cerimónia em que participam o primeiro-ministro, António Costa, os ministros de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, e das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, e ainda o secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, Hugo Santos Mendes.

Com início de construção previsto para 2022, envolvendo 900 pessoas numa primeira fase e até 2.700 no total, o Sines 4.0 deverá inaugurar no final de 2023 o primeiro dos cinco edifícios projetados.

Num comunicado enviado à Lusa, a empresa anglo-americana aponta “pelo menos cinco grandes vantagens” que fazem de Sines uma localização “única e com potencial para se tornar num dos ‘campus’ de ‘data centres’ líderes da Europa”: Energia, escala, conectividade, arrefecimento e topografia marinha.

A nível energético, é destacada a disponibilidade de obter “energia de baixo custo a partir de fontes renováveis, através de muito boa conectividade com a rede elétrica nacional e com fácil acesso a energia verde competitiva, incluindo solar, eólica e (no futuro) de hidrogénio”.

Outros dois “fatores críticos de sucesso” de Sines são a “escala, com opções de terrenos e com potencial de expansão significativa para mais de 450 MW”, e a “conectividade, através dos cabos submarinos intercontinentais atualmente em construção” e da “excelente conectividade com o interior do continente europeu”.

A possibilidade de “arrefecimento a preço competitivo, altamente eficiente e sustentável” é outro “trunfo” do local: Através de instalações de refrigeração de água existentes, é possível usar a água do oceano para manter os servidores em temperaturas ideais e com potencial de reutilização do calor residual do Sines 4.0 para clientes industriais vizinhos.

Finalmente, os promotores salientam a “topografia marinha única da plataforma continental em Sines, que a torna numa excelente localização, com segurança e a baixo custo para a futura amarração de novos cabos submarinos”.

Informação



  • A informação das 19h de 12 de Maio
    Criada em 2021-05-12 12:21:15


  • A informação das 19h de 11 de Maio
    Criada em 2021-05-11 12:20:27


  • A informação das 19h de 10 de Maio
    Criada em 2021-05-10 10:13:40


  • A informação das 19h de 07 de Maio
    Criada em 2021-05-07 10:12:52


  • A informação das 19h de 06 de Maio
    Criada em 2021-05-06 15:32:49

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